Quem sou

Sou Vera Eva Ham.

Nasci em Lisboa, em 1980. Sou mãe, criadora, dançante, professora, alquimista do corpo em movimento.

Com formação aprofundada em: música (Conservatório Nacional de Música de Lisboa), artes plásticas (Ar.Co, 5º ano), performance e teatro, danças tradicionais oriundas do norte de áfrica, médio oriente e rota da seda,  flamenco e danças ciganas, dança butoh, tantra yoga e composição em tempo real. O centro deste percurso tem sido a busca de um feminino primordial o qual chamo de Feminino Desconhecido, e da sua sabedoria que me preenche de inspiração, espanto e realização.

Neste percurso ao longo de 20 anos, aprendi de forma marcante com Cláudia Dias (PT) ao nível da composição e com Atsushi Takenouchi (JP) no corpo e movimento, assim como muitas outras mestras de flamenco e danças do médio oriente, reconhecidas e escondidas, entre Granada e Lisboa.

Como mentores especiais de vida na sua diversidade em perspetivas e vivências, guardo e renovo os ensinamentos da Vica Miranda da Silva – minha orientadora em biografia humana antroposófica desde 2010 até os dias de hoje – Amala Oliveira como iniciadora do meu trilho como sacerdotisa (2012) e recentemente, Van e Edson Moreira com a sua vivência nativa e autêntica do yoga no Brasil (2019).

Viajar pela Velha Europa entre 2004 e 2007  dançando e criando em tempo real, nas ruas, praças e paisagens, com músicos, artistas e companheiros do caminho, moldou a forma como sinto o espaço, o movimento, a natureza e os lugares quotidianos e sagrados da vida, a via nómada e a via criativa.

Na criação e coreografia fui explorando começos desde 2007 com várias apresentações  dos solos Sombra Clara e Mulher Sem Razão, em palco e lugares específicos. A partir de 2011 iniciei uma pesquisa sobre personagens femininas na bíblia, que originou a trilogia Feminae Vulgata para lugares específicos:

~ Eva | guardiã obstinada da nudez paradisíaca, no exterior da Biblioteca Orlando Ribeiro, Inni Festival (2012);

~ Salomé, acompanhada por registo fotográfico de Luís Conde no Cabo Espichel (2014);

~ Madalena Mudra, com apresentações adaptadas para Senhora da Azenha (2015), edifício Capricho Setubalense no Festival Setúbal Dança `16 e fonte da Casa do Amor nas Jornadas Dyonisia no Marvão (2016).

Desde 2011 desenvolvo paralelamente a metodologia Matridança |corpo e movimento para mulheres, investigando os rituais do corpo, a dança butoh e a reeducação feminina criativa no contexto sagrado e orgânico da matriz ibérica e mediterrânica. Com este propósito, fundei também em 2015 a Companhia Matridança: um coletivo de mulheres com diferentes idades, formas e feitios, unidas pela vontade de dançarem entre si e para si, e de partilharem finalmente a sua dança com a comunidade.

Desde 2016 a Companhia Matridança apresentou ao público:

~ Arché | no principio era eterno, estreou no cine-teatro S.João em Palmela, apresentações em Alfama – adaptação de rua –  no Dia Mundial da Dança e  no cine teatro municipal de Sesimbra (2016);

~ Trans | na terra o céu,  com residência artística e antestreia na Semana da Dança de Palmela, estreia no Centro Cultural Malaposta (2017) e apresentação no cine-teatro municipal João Mota de Sesimbra (2019);

~E se as árvores falassem | eco-performance, realizada entre o centro histórico de Lisboa e a manifestação pela reflorestação do Portugal em Julho 2017;

~ O Giro da Moira/The Moira`s Swirl, com apresentações no evento Espiritualidades para uma Nova Terra (2018), no World Congress of Dance Research da Unesco Atenas (2018) e na 1a Conferência da Deusa em Portugal (2019).

Como educadora realizo anualmente a Formação Essencial Matridança de 150 horas, uma formação de pesquisa e educação em sinergia com o Conselho Internacional de Dança Unesco, da qual sou membro ativo.

A solo continuo a desenvolver o projeto Mátria o corpo antes da história: vídeo e performance para lugares específicos da pré-história, da ecologia e do sagrado em Portugal. A primeira fase iniciou em Outubro de 2016 nos Monumentos Megalíticos de Alcalar, apoiado pela Direção Regional da Cultura do Algarve.